10.11.10

Tudo que Procuro Eu Procuro Mais,

Vejo a intenção que tem as páginas amarelas. Elas me ajudam a cantar o alfabeto e ver números telefônicos estranhos, que não tem nenhuma semelhança com os que eu me acostumei a decorar. Fora a sua cor, que tem o propósito de ganhar destaque especial na lateral de livro cansado de ficar na escrivaninha do último quarto da casa.
Como seria fácil se minhas gavetas fossem assim. Igual a uma pasta de arquivo morto, daquelas que só vasculha quando há algum interesse, que desgasta os dedos de folhear suas páginas com leve cheio de antiguidade. Sim, esse cheiro lembra museu... Passado. E mesmo assim refresca a memória mais profunda do nosso sub-consciente.
Penso também como exemplo, a divisão em itens e ordem pelas cores primárias, onde a combinação demora para chegar no tom de branco puro.
Corro para a igualdade, e busco o que espero como destino. Reviro ali e não o arrumo quando dou a partida para o próximo a ser bagunçado. Se torna uma aventura ficar em cada canto procurando algo. Ainda mais quando esse "algo" é a resposta chave para seu baú desconhecido, que absorve a luz do dia pedindo para ser aberto.
São tantas coisas para realizar nas próximas horas, tantas respostas para serem achadas, que você até se distrai com as graças que a vida te prega. E começa a correr mais devagar, porque sabe que uma hora o tempo de resposta da possível infinita incognita irá chegar...
Põe-se a cantarolar e dançar com a música... Faz um café bem forte e arruma a toalha de centro da mesa em um ângulo perfeito.
Agora você não está mais correndo, está? Tudo sempre vai fluir, mesmo você se perdendo dentro das páginas amarelas. E quer saber, no final eu até gosto delas!
beijos, lq.

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